Resenhas: Vingadores: Ultimato (2019)



Vingadores: Ultimato começa pouco tempo após os eventos de Guerra Infinita. Thanos juntou todas as Joias do Infinito e conseguiu dizimar metade dos seres vivos do universo, o que inclui não só os humanos, mas os asgardianos e a população de outros planetas.

O universo perdeu metade de sua vida e, no que se esperava ser a solução imaginada pelo vilão, transformou a natureza caótica da vida em algo ainda mais destrutivo. As guerras não cessaram, a fome prevaleceu. A mente insana de Thanos também. Assim, é visível que o plano de Thanos de reduzir a população mundial pela metade não surtiu bem o efeito de garantir a prosperidade, como ele previa.

As transformações dos personagens diante das consequências do estalar de dedos de Thanos são apresentadas de forma fluida, se encaixando muito bem na trama principal. Com 3 horas de duração, Ultimato precisou ser trabalhado de forma muito boa para não ficar cansativo. É preciso dizer que ele não faz isso de forma perfeita. O início, principalmente, traz momentos arrastados em que muito se explica ou planeja, mas pouco se executa.
Vale lembrar que traz um mundo triste em reconstrução tentando assimilar a loucura e o caos que dizimou metade da população. Viver depois disso não é fácil. Deve ser feito devagar.
Vingadores: Ultimato foca principalmente nos heróis da formação original, mas faz justiça a alguns personagens que foram subutilizados em outros longas. Tudo bem amarrado, respondendo a muitas perguntas — até mesmo aquelas que ficaram em aberto nos filmes anteriores e que geraram tantas teorias entre os fãs.

Com a missão de dar um destino a todos os personagens principais de construídos pelo MCU, Ultimato seria o tipo de filme que encontraria dificuldades em amarrar tantas tramas. Felizmente, a mão firme dos diretores Irmãos Russo e maravilhoso trabalho dos roteiristas Christopher Markus (“Capitão América: Soldado Invernal”) e Stephen McFeely (“Thor: O Mundo Sombrio”), consegue não só alcançar as expectativas de tantos fãs, mas, sobretudo, criar um clima tão tenso quanto divertido. 
Mesmo que haja gente demais em uma batalha que parece ser mais intimista. Ultimato sabe, assim como Guerra Infinita, que é preciso colocar todo mundo em uma grande disputa campal, típica da Primeira Guerra Mundial, pois isso cai muito bem para um filme de herói.
Assim, todos os pequenos defeitos que este Vingadores traz é uma contrapartida em criar o ambiente perfeito, em temperatura e pressão, para que os personagens possam ser os mais grandiosos, com as cenas mais épicas do cinema atual.
Mais uma vez: isso funciona de forma magnífica. Afinal, este é um filme de super-herói.

Vingadores: Ultimato é uma épica odisseia que encerra uma saga que ficará marcada em nossa memória e corações. O longa é o ápice da Marvel, um desfecho melhor do que o esperado para tudo que foi construído ao longo dos últimos onze anos.  As cenas de ação serão lembradas, com certeza. O drama e a diversão levarão todos às lágrimas e ao riso. O vilão é daqueles que luta e profere grandes discursos. Mas, sobretudo, esta é a vez do cinema encontrar seu ápice em um excelente e inesquecível filme de super-herói.

Obrigado Sra°Marvel!

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